linguagem corporal dos cães

Os cães e a linguagem corporal

março 5, 2017 9:08 pm Publicado por Deixe um comentário

Outro dia escrevi sobre a audição dos cães. No texto, expliquei que trocamos, aqui na nossa creche para cães, o som da campainha. O som atual é menos agudo e mais baixo, respeitando a sensibilidade auditiva de nossos amigos. Com o som antigo, sempre que a campainha tocava nós íamos para a porta e éramos acompanhados pela matilha, fosse caminhando ao lado, fosse com o olhar.

Nos primeiros dias do novo som, pararam de nos seguir. Mas demorou realmente pouco tempo para os cães associarem o toque da nova campainha à chegada de um amigo. Menos de uma semana. Temos um exemplo inclusive de uma cachorrinha que, ao ver meu celular tocar num determinado horário (o horário que ela costuma ir embora. Nesse caso específico, sua tutora me liga no celular, não toca a campainha) me olha e faz o movimento corporal de ir até a porta.

Os casos acima podem ser observados em qualquer residência. Se você mora em apartamento, por exemplo, deve ter percebido reações diferentes do seu cachorro ao toque da campainha e do interfone.

Cães são muito observadores. Identificam os sinais e linguagem corporal dos seres humanos (e do mundo humano, como no caso das campainhas e interfones) com extrema facilidade. Mas como mensurar essa habilidade? Stanley Coren, no seu livro “Os Cães Sonham?”, cita uma pesquisa desenvolvida pelo psicólogo Daniel J. Povinelli, da Universidade de Lousiana, em que o estudioso compara a capacidade canina de identificação de sinais humanos com a de chimpanzés e também de crianças de três anos. O resultado? Para surpresa, cães se saíram melhor que os chimpanzés e mesmo que as crianças!

De onde vêm essa habilidade? Teriam herdado dos seus ancestrais, os lobos? Não. Posteriormente, a mesma pesquisa foi aplicada a lobos, que se saíram muito mal. Cientistas estudam se a essa capacidade ímpar é resultado da evolução e da domesticação. E se é resultado da domesticação, Coren questiona se “… cães específicos foram inicialmente escolhidos para serem domesticados porque tinham melhor capacidade para entender as pessoas? Ou a melhora dessa capacidade foi uma espécie de subproduto não intencional surgido durante o processo de domesticação?”.

Ainda não sabemos a resposta. O que sabemos é que os cães nos entendem muito bem. O que entendem e quanto, os estudos futuros vão dizer. E, sempre que soubermos de novidades, escreveremos aqui!

Um abraço e até a próxima!

Ricardo – Ossos do Oficio – Creche e Hotel para Cães

Tel.: 11 9.4197-7799

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Este artigo foi escrito porRicardo Assumpção

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