Cachorro e musica

Os cães e a música

fevereiro 13, 2017 1:55 pm Publicado por Deixe um comentário

Quando seu cachorro quer se expressar ele late, gane, rosna, geme ou mesmo uiva. Sons são importantes instrumentos de comunicação e para os cães, na maioria das vezes, tem um objetivo direto e específico. Exemplo: você chega à noite em casa e seu cão, sozinho durante o dia, late várias vezes. Imediatamente recebe seu carinho. Ou então um cachorro rosna quando outro se aproxima do pote de comida. O cão intrometido tende a se afastar.

O uivo, outro som bastante interessante emitido pelos cães, pode indicar isolamento e ter, como efeito desejado, a reunião da matilha. Nesse caso, esse efeito não é imediato, pois entre o uivo e a reunião há um tempo maior envolvido. E, embora não seja frequentemente emitido pelos cães domésticos, na natureza seus ancestrais, os lobos, uivavam e até chegavam a formar um único e alegre coro de celebração.

Algumas poucas vezes – à noite – tivemos a sorte de presenciar um coro canino em nosso espaço de creche para cães. Como a rua onde ficamos tem vários cachorros, quando um começou a latir n´alguma casa, outros o seguiram, formando um espetáculo musical de rara beleza, em que cada indivíduo se distinguia do outro pelo tom de seu uivado num coral afinadíssimo.

A festividade do coral, aliada às noções de tom vocálico e tempo (uma matilha ou alcateia leva tempo para se reunir), pode indicar que os cães tem predisposição à música. Afinal, a afinação do coral canino, além de celebrar alegremente a reunião de indivíduos num grupo, envolve também uma complexa inteligência temporal.

Essa inteligência temporal se manifesta tanto na espera da reunião dos indivíduos quanto no momento da música, quando cada cão parece ter a noção do tempo do uivado (isso é uma impressão particular!!!) e do tom de sua manifestação vocálica. Quem já cantou num coral sabe que quando um indivíduo erra o tempo de entrada/saída ou canta num tom de voz dissonante desafina todo o canto coletivo.

Imagine, então, pesquisarmos o ato e o efeito da música entre os cães? Poderíamos, assim, entende-los como seres ainda mais próximos dos humanos? Stanley Coren no seu livro “Os Cães Sonham?”, cita uma pesquisa feita pela psicóloga Debora Wells, da Queens University, de Belfast (pág. 85). Ela expôs cães de um abrigo a diferentes tipos de música e observou seu comportamento.

Ao ouvirem heavy metal, os cães ficaram agitados e latiram. Músicas populares e conversas humanas tiveram repercussões parecidas. Já a música clássica teve um efeito calmante entre os cães – entre as músicas apresentadas estavam “As quatro estações” de Vivaldi e “Ode à Alegria”, da 9ª Sinfonia de Beethoven.

Na nossa creche para cães, após o almoço, colocamos trechos do “Concerto de Brandemburgo”, de Bach. Na prática, a música de excelente qualidade os acalma e relaxa. Todos dormem enquanto fazem a digestão. Fica a dica!!!

Termino esse post citando um trecho de Wells, da Queens University, autora da pesquisa acima: “… Acredita-se, agora que os cães podem ser tão exigentes quanto os seres humanos no que diz respeito a preferências musicais”.

Abraços e até a próxima!

Ricardo – Ossos do Ofício – Creche e Hotel para Cães

11 9.4197-7799

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Este artigo foi escrito porRicardo Assumpção

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